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sexta-feira, 2 de março de 2012

POR ONDE ANDA MYRIAN RIOS ?

Por onde anda Myrian Rios?

Atriz agora se dedica à comunidade católica ‘Canção Nova’ e se prepara para participar de um cruzeiro religioso inspirado no de Roberto Carlos
Eliane Santos Do EGO, no Rio


    divulgação/.Divulgação

    Myrian Rios em uma de suas pregações como missionária da comunidade Canção Nova

    Na época em que interpretava a doutora Anita, de “O Clone”, Myrian Rios sofreu uma decepção muito grande. Com uma funcionária de sua confiança. Ficou bastante mexida com a situação e foi pedir aconselhamento espiritual a um monge do Mosteiro do São Bento, no Rio. Ouviu que, ao invés de ficar reclamando, deveria fazer alguma coisa pelas pessoas, se dedicar a alguma causa para entendê-las melhor.


    . Veja uma galeria com fotos de Myriam Rios


    Hoje, ela é uma das missionárias da Comunidade Católica Canção Nova, que utiliza meios de comunicação para evangelizar com bases na renovação carismática. Lá, Myrian é responsável pela apresentação dos programas “Porta a Porta”, na TV Canção Nova, e o “O Rio melhor pra Deus”, na rádio da comunidade.


    “Não sinto saudade de atuar. Não sinto falta nenhuma. O que faço hoje é exatamente o que eu fazia há muitos anos atrás, quando produzia um programa de entrevistas de Los Angeles. É tudo de bom”, diz ela, referindo-se ao seu programa de entrevistas na TV. Myrian também se prepara para ser uma das atrações do primeiro cruzeiro católico que a Canção Nova vai realizar em fevereiro de 2010. O cruzeiro é inspirado no de Roberto Carlos, com quem a atriz foi casada por 19 anos. Mas sobre o "Rei" Myrian prefere não falar. Confira mais!


    divulgação/.Divulgação

    Myrian em cena da novela Bambolê, de 1987

    EGO: Como você foi parar na Canção Nova? É verdade que foi por causa de uma depressão?
    MYRIAN RIOS: Não, não teve nada disso. Tive uma decepção com uma pessoa em que eu confiava muito. Uma funcionária que trabalhava há muitos anos comigo. Fazia direção espiritual com um monge do Mosteiro de São Bento, e ele me deu uma direção de ser voluntária em algo, canalizar minha energia para outra coisa. Ele me aconselhou a Canção Nova, cujo carisma é justamente evangelizar pela comunicação.



    Você consegue se exercitar como atriz na Canção Nova?
    Às vezes participo de alguns especiais que eles fazem. Mas é bem pouco.Reuni jovens aqui do Rio que têm envolvimento com arte e montamos um núcleo para atuar na Canção Nova. Quero só supervisioná-los. Não sinto saudade de atuar, para ser sincera. Não sinto falta nenhuma. O que faço hoje é exatamente o que eu fazia há muitos anos atrás, quando morava em Los Angeles. Nessa época, produzia umas entrevistas com uma equipe que montei por lá mesmo. Ofereci para o Boni, na Globo, e para o Jayme Monjardim, que estava na extinta Manchete. Boni me disse que me queria nas novelas, mas o Jayme topou e colocava os bate-papos com artistas e celebridades internacionais no “Programa de Domingo”, que era uma espécie de “Fantástico” da emissora. Depois, eu até voltei a fazer novela. Mas quando cheguei na Canção Nova, eles de cara me deram dois programas ao vivo para comandar. Foi muita adrenalina. Foi tudo de bom. Fiquei com esses dois, mais o “Atitude Solidária”, que era uma programa de entrevista no qual entrevistava meus antigos colegas de trabalho e mostrava uma faceta solidária daquela personalidade. Mas acabou ano passado por causa de patrocínio. Aliás, queria aproveitar para divulgar o cruzeiro católico que vamos fazer no ano que vem com o padre Fábio de Mello. Parecido com o que o Roberto Carlos faz.



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    Myrian com os filhos Pedro Arthur e Edmar e o Rei Roberto Carlos, no cruzeiro dele em 2008

    Como surgiu essa ideia?
    A ideia não é minha. É de uma empresa de Campinas, mas é inspirado no cruzeiro do Roberto. Eles só me perguntaram como era a divisão de público nos shows, e eu expliquei. Além disso, vou participar apresentando o show do Padre Fábio de Mello e rezando o terço.


    Você vai participar de alguma forma da comemoração dos 50 anos de carreira do Roberto Carlos?
    Outra pergunta, passa para outra pergunta(risos).



    Qual foi a entrevista mais difícil que você fez na Canção Nova?
    Acho que foi a do Erasmo Carlos. Foi difícil porque, conforme a gente conversava, ele é que ia me entrevistando. Na verdade, não foi difícil, foi emotivo porque a gente começou a relembrar os velhos tempos.



    Você sofreu algum preconceito por ter voltado a sua vida para o lado religioso?
    Nenhum. Logo no início, aconteceu uma coisa engraçada. Estava esperando para pegar uma ponte-aérea e o Luciano Huck sentou do meu lado e me perguntou como estava, o que estava fazendo. Contei que era atriz missionária. Ele ficou me olhando e perguntou o que era aquilo. Expliquei para ele que era de uma emissora católica e que o que eu fazia. Aí ele me perguntou se eu estava ganhando bem. Ri e expliquei para ele que missionário não ganhava bem, não(risos). Ele me perguntou se eu podia pegar um avião para Nova York naquela hora, se quisesse. Respondi que não, e ele me perguntou se eu estava maluca e se queria continuar daquele jeito. Ri e disse que sim. Estou em um ponto da vida em que o lado material não é mais essencial. É claro que a gente precisa de dinheiro para viver, mas o material não é mais tão importante.



    Arquivo Pessoal/.Divulgação

    Myrian com os filhos na Canção Nova: vida voltada para outros valores

    Mas você sempre foi uma pessoa religiosa. De que forma você foi totalmente seduzida por essa nova vida?
    Acho que foi porque meus filhos estavam pequenos. Vi muita coisa mudar. Era na época do “Clone”, as pessoas falando em clonagem. Eu achava um absurdo. Por mais que minha personagem na novela fosse a favor (risos). Comecei a refletir sobre esse comportamento acelerado do mundo em relação à ciência, à vida, a tudo. Resolvi sair fora e ir para um outro lugar em que os valores fossem outros. Tem gente que vira protestante. Como nasci em uma família católica, fui conhecer a raiz da doutrina católica.



    Quando você chegou na Canção Nova, seus filhos eram muito pequenos. Mas sempre foi tranquilo para eles conviver nesse ambiente?
    Eles eram muito pequenos e foi até mais fácil. São evangelizados, rezam, agradecem à comida, falam de Deus na escola da maneira deles, nada é obrigado. Não quero que meus filhos sejam pessoas sem valores. Não sei o que eles vão ser, mas com certeza serão homens de bem. Ou melhor, até acho o que eles vão ser, sim (risos). Pedro Arthur (filho da atriz com o ator André Gonçalves) vai ser artista (risos). Ele canta, dança, interpreta. Onde estou pregando, ele pega o microfone e fala também. O Edmar ainda não sabe. Ele tem bom humor também, mas como o pai dele é médico, acho que ele é mais na dele. Ainda não sei. Mas o Pedro Arthur, não. O pai é ator, a mãe é atriz. Aí já viu, né? (risos).



    E você incentiva?
    Claro, acho lindo. Quero que ele vá fazer aulas no Tablado, com a Sura Berditchevsky. Ele já faz aula de musica.

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